quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Crônica : Coração

A mulher  havia perdido um seio. Chorando, ela abraçava o marido, sentindo-se mutilada na sua feminilidade e beleza. Como poderia continuar a ser amada pelo marido? O marido a aperta carinhosamente contra o peito e lhe diz: " De agora em diante, ao abraçar você, meu peito estará mais perto do seu coração..."

Rubem Alves

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Se não me afeta diretamente, por que me preocupar?


As políticas de ações ambientais e sociais “compartilhadas e curtidas” no Facebook tem me comovido de fato. Preocupações como: Não maltrate os animais, seja íntegro, frases de reflexão por Caio Fernando Abreu, sensacionalismo de reportagens ou programações repassadas pela mídia, plante uma árvore, economize água. Tudo muito lindo e maravilhoso! Como as pessoas se preocupam e como estão inteiradas e críticas a respeito dos contextos atuais!..   MAS O QUE ESTA SENDO FEITO PARA MUDAR DE FATO TUDO QUE ESTA SENDO CONDENADO?  Muito pouco ou quase nada porque na verdade, os que possuem responsabilidade social e se prontificam a ajudar de alguma forma, não se acomodam diante de uma imagem chocante e textos comoventes nas páginas de sua rede social. O comodismo talvez seja o mal do século:  ‘ se não me afeta diretamente, não tenho porque me preocupar; estarei fazendo minha parte compartilhando essa imagem. ’ Isso talvez fizesse algum efeito se fosse possível plantar árvores.. virtualmente.

Roberta.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Folheando páginas, refletindo com Rubens.




O que tenho sentido? Beleza. Nostalgia. Tristeza. Cansaço. Urgência. A curteza do tempo. Um enorme desejo de passar uns tempos num mosteiro, longe de cartas, telefones, micros, viagens, e-mails, curtindo a solidão e a ausência de obrigações. Quanto maior a beleza, maior também a tristeza. A beleza em solidão é sempre triste. Beleza solitária dá vontade de chorar. Para ser boa, a beleza exige, pelo menos, dois pares de olhos tranquilos se olhando, dois pares de mãos amigas brincando, e bocas de voz mansa sussurrando. Cada momento de alegria, cada instante efêmero de beleza, cada minuto de amor, são razões suficientes para uma vida inteira. A beleza de um único momento vale a pena de todos os sofrimentos.
Rubem Alves. - Do universo à jabuticaba.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Carpen Die


Eu também, em minha época dei valor de mais ao tempo, por isso queria viver 100 anos. Mas na eternidade como vês, não há tempo a eternidade não é mais que um momento cuja duração não vai além de um gracejo.
  
O lobo da estepe -   Hermann Hesse